quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

- Poema Condenado.



Eu te respiro por todos os poros:
Mulher, estás em todos os lugares.
Prefiro me danar a um dia te perder de vista.
Te vestido desdobrado esconde a Cruz.
Se este sortilégio acabasse eu me mataria.

Tua existência é a justificação do mundo:
Para que vale o sol
Senão para dar a vida à matéria que te cerca,
Para que vale a lua
Senão para aumentar tua palidez,
Para que valem as flores
Senão para serem enfeitadas por ti,
Para que valho eu
Senão para permanecer teu poeta,
Para que vale o paraíso
Se não estiveres a meu lado?

PS 01: Beijokas a quem comentar sempreeee =*
Ps 02: [Book: Murilo Mendes/ Poesia Completa & Prosa]